Uma imersão na conservação: no Delta do Okavango

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No dia 11 de fevereiro, com uma equipe liderada pelo presidente do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Coronel Angelo Rabelo e cinegrafistas da Eureka Filmes, de Corumbá (MS), iniciou-se uma imersão na região do Okavago. A visita tem como objetivo conhecer in loco as práticas que mudaram radicalmente uma área alagada de 15 mil km²! A iniciativa conta com o apoio da SOS Pantanal, Alexandre Bossi (Pandhora Investimentos), além de ser fruto de uma ideia inicial do proprietário do Refúgio Ecológico Caiman, Roberto Klabin.

Foto: Marco Calábria

Objetivo

A viagem tem como propósito entender e vivenciar a radical mudança da região, que hoje, é referência mundial quando se fala de turismo de natureza. Esse entendimento valerá muito para ações futuras no Pantanal e, por esse motivo, a visita in loco é fundamental. A viagem ocorreu de um convite da empresa africana Natural Selection, que futuramente, pretende se instalar no Pantanal.

A ideia dessa viagem começou há três anos, quando o SOS Pantanal trouxe um especialista de Botswana para palestrar em Campo Grande, Cuiabá e Brasília. Com isso, ficou visível a necessidade de aprender com o país africano e aplicar no Brasil as boas-práticas que fizeram com que a região africana se tornasse a potência que é hoje.

Cinegrafistas estão participando desse “intercâmbio” e, segundo Mônica Guimarães, organizadora do Documenta Pantanal: “Durante a permanência deles, serão produzidos filmes de curta duração dos diferentes aspectos da bem-sucedida experiência do Okavango,  abrangendo desde as questões de preservação ambiental à infraestrutura hoteleira, os quais posteriormente, serão exibidos nas redes sociais dos integrantes de nossa iniciativa, empresários que atuam no Pantanal.”

Foto: Marco Calábria

Delta do Okavango

Considerado o maior delta interior do mundo, Okavango fica no noroeste de Botswana. Trata-se de um grande pântano que se dispersa no deserto do Kalahari, próximo aos pans, que são salinas situadas no meio da savana seca, na região  de Makgadikgadi. Por não desaguar em rios ou mar, é denominado delta interior. Esse local é onde os rios (Okavango, Kwando e Linyanti) ‘morrem’. As águas dos rios vão sumindo em suas trajetórias, podendo ser pelo consumo das plantas ou evaporando. Contudo, somente 2% chega no Lago Ngami, pelo rio Thamalakane.

Diferenças entre o Pantanal e Okavango

Ambas são planícies alagadas, mas qual a diferença?

O Pantanal tem cerca de 230 mil km², sendo 140 mil km² em território brasileiro. É considerado a maior planície inundável do mundo. Estima-se que existam pelo menos 3.500 espécies de plantas, 463 de aves, 124 de mamíferos, 177 de répteis, 41 de anfíbios e 325 espécies de peixes de água doce.

Já Okavango, é considerado o maior delta interior do mundo. Ele é fruto de inundações sazonais. A água se espalha por uma área de 250 km x 150 km por cerca de quatro meses (março-junho). A inundação atinge seu pico entre junho e agosto, durante os meses de inverno seco de Botsuana, quando o delta triplica seu tamanho permanente, atraindo animais  a quilômetros dali e criando uma das maiores concentrações de vida selvagem da África. 

O delta é muito plano, variando menos de 2 metros em sua profundidade por uma área de 15.000 km². Água atrai vida, justamente por isso a biodiversidade local é tão rica. São mais de 400 espécies de aves e 71 espécies de peixes. Os grandes mamíferos africanos também aproveitam desse oásis no meio do continente africano. Búfalos, leões, hipopótamos, leopardos, além de uma grande variedade de espécies de antílopes, compõem uma parte da grande diversidade que a região abriga.

Registrar para documentar e preservar

O Documenta Pantanal apoia a imersão em Botswana para conhecer projetos bem sucedidos e aplicar no bioma Pantanal.

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