Dia Internacional da Mulher

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Hoje, 8 de março, é comemorado o Dia Internacional da Mulher. É uma data celebrada anualmente e a ideia surgiu depois que o Partido Socialista da América organizou um Dia da Mulher, em 20 de fevereiro de 1909, em Nova York. Parabenizamos todas as mulheres, em especial as que fazem a diferença no Pantanal.

Foto de João Marcos Rosa (@joaomarcosrosa)

Conhecendo um pouco sobre essas guerreiras

No Pantanal, é possível encontrar diversas mulheres que lutam pela conservação. Em homenagem à elas, o projeto Mulheres na Conservação criou uma playlist de poadcasts entrevistando mulheres que atuam no bioma!
Dentre elas, podemos citar: Neiva Guedes, Flávia Miranda, Patrícia Medici, Teresa Bracher, Mônica Guimarães e Claudia Gaigher.

Neiva Guedes

Neiva Maria Robaldo Guedes é uma bióloga brasileira, especialista em meio ambiente e conservação de espécies. Com forte atuação no Mato Grosso do Sul, ajudou a diminuir o nível de ameaça da arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) dentro da lista de animais em extinção. Há 30 anos, criou e até hoje é presidente do ‘Instituto Arara Azul’. Ela é mestre em Ciências Florestais e doutora em Zoologia, além de ser pesquisadora e professora do programa de mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Uniderp, em Campo Grande. Com todo esse currículo, foi indicada no ‘Faz Diferença’, prêmio da Globo, para concorrer na categoria “Sociedade/Ciência e Saúde”.
Segundo o site do Instituto Arara Azul, o Projeto Arara-azul estuda a biologia e relações ecológicas da arara-azul-grande, realiza o manejo e promove a conservação da espécie em seu ambiente natural. Estuda a biologia reprodutiva das araras-vermelhas, tucanos, gaviões, corujas, pato-do-mato e outras espécies que co-habitam com a arara-azul no Pantanal.

Foto Turma da Mônica/Neiva Guedes sendo homenageada no Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência

Flávia Miranda

Flávia Miranda é Fundadora e Presidente do Instituto Tamanduá. Com um currículo forte, é também doutora em Zoologia pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.

Os projetos do Instituto são desenvolvidos por eles mesmos e foram pioneiros, a longo-prazo, para a conservação das espécies de Xenarthra no Brasil e no mundo, permitindo o estabelecimento de uma enorme base de dados sobre o status de ameaça dos tamanduás, tatus e preguiças.

Foi responsável pela descoberta da população de Tamanduaí (Cyclopes didactylus) no Delta do Parnaíba, a mais de 1 mil km de distância. Anteriormente, acreditava-se que a espécie só ocorria na Floresta Amazônica e na Mata Atlântica. “Descobrimos esta população de tamanduaí, entre os Estados do Piauí e Maranhão, em 2009”, conta Flávia Miranda.

Foto do Instituto Tamanduá/Flávia Miranda

Patricia Medici

Patricia é presidente da Iniciativa de Conservação da Anta Brasileira (LTCI) e o foco do seu trabalho sempre foi a Anta Brasileira (Tapirus terrestris). Realizou uma TED falando sobre ‘O animal mais legal do mundo e o que fazer para salvá-lo’ que demonstra sua preocupação em conservá-lo.

Conforme o site Future For Nature, Medici dedicou sua vida à conservação da Anta Brasileira, o maior mamífero terrestre da América do Sul. Ela iniciou seus esforços de conservação da espécie no Brasil em 1996, recém-saída da faculdade.

Em 2008, recebeu prêmio da Future For Nature e, segundo ela: Ganhar o prêmio Future For Nature foi um passo crítico para estabelecer o LTCI no Pantanal e fortalecer nossos esforços de conservação de anta no Brasil. 
“O projeto LTCI tem como o objetivo geral levar a cabo programas de pesquisa e conservação de anta em todos os quatro biomas brasileiros em que são encontradas antas – Planalto Atlântico, Pantanal, Cerrado e Amazônia – e Planos de Ação de Anta baseados em biomas desenvolvidos e implementados. O LTCI usa antas como embaixadores para a conservação dos biomas onde as espécies ocorrem, catalisando a conservação de habitats, educação ambiental, comunicação, treinamento e capacitação e iniciativas de turismo científico”, segundo o site.

Foto da IPE/Patricia Medici

Teresa Cristina Ralston Bracher

Teresa é fundadora da iniciativa Documenta Pantanal, cujo principal objetivo é ser um conjunto de ações e projetos coordenados para: documentar e tornar conhecida a beleza e o valor natural da região do pantanal brasileiro, além de promover o diálogo entre as forças produtivas, academia, instituições/organizações na busca de soluções implementáveis de consenso.

A escola Acaia Pantanal também é um dos projetos de Teresa, que criou núcleos de estudo nas casas dos ribeirinhos, onde eram realizadas aulas para a alfabetização de adolescentes e adultos.

A escola Jatobazinho, que é a grande obra do Acaia Pantanal, é conhecida também como Escola Municipal Rural Polo Paraguai Mirim Extensão Jatobazinho, pois é fruto de parceria público privada entre o Acaia Pantanal e a Secretaria de Educação do município de Corumbá/MS. O Acaia Pantanal disponibiliza gratuitamente aos alunos ribeirinhos uma completa estrutura de ensino enquanto a Secretaria de Educação garante a contratação dos professores, ajuda com alimentos e combustível de geradores. A parceria confere ao Acaia Pantanal grande autonomia na gestão pedagógica da escola.

Foto acervo Documenta Pantanal/Teresa Bracher

Mônica Guimarães

Diretora da iniciativa Documenta Pantanal, Mônica é também sócia-proprietária da Mog Produtora. Responsável por conectar todas as “vozes” que integram a iniciativa. Ela é produtora e diretora nas áreas de audiovisual e artes cênicas.  Fundou a empresa no ano de 2004. Há 16 edições, é produtora executiva do ‘É Tudo Verdade’ – Festival Internacional de Documentários. Dirigiu espetáculos de teatro, atuou, produziu e co-produziu documentários onde se destacam “27 Cenas sobre Jorgen Leth” com direção de Amir Labaki e “Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra” com direção de Jorge Bodanzky e co-direção de João Farkas.  Em teatro, vale destacar a direção e coprodução de “Depois do Ensaio” de Ingmar Bergman e a produção de “A Desumanização” de Valter Hugo Mãe com direção de José Roberto Jardim. 

Foto de Mog Produtora/Mônica Guimarães

Claudia Gaigher

Claudia é jornalista e capixaba. Venceu por duas vezes o ‘Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo’  e, devido a reportagem “Iscas”, ganhou na categoria ‘Telejornalismo’ o ‘Prêmio Ethos’ de jornalismo em 2005.

‘Iscas’ foi ao ar em 2004. Na reportagem, mostra a vida das crianças que moram no coração do Pantanal. Sem acesso à educação, elas ajudavam a família com o perigoso trabalho de sair à noite para coletar iscas de pesca para vender a pescadores e turistas.

Foto da Câmara Municipal de Campo Grande/Homenagem à Claudia Gaigher

Todas vocês são fundamentais para a luta! Além também, de outros nomes, como: Mônica Schalka, Márcia Hirota, Marina Klink, Marina Lutz entre outras guerreiras que estão sempre se preocupando com o Pantanal e ajudando na sua conservação.

Um muito obrigado, seguido de um sonoro VIVA para essas guerreiras.

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